Sobre o Blog

O título do blog é, na realidade, uma metáfora da infância.

A intenção aqui, não é de nos limitarmos às memórias de uma determinada época, mas de propor uma reflexão sobre a infância, que não se prenda a datas ou a lugares.

Nada melhor para nos auxiliar nessa reflexão do que voltarmos nosso olhar para nossas próprias experiências, passadas – como criança que um dia fomos,  e, por que não das nossas experiências atuais? como pais, tios, avós, irmãos, professores….

Penso que o exercício de recordar e refletir seja importante instrumento para nosso crescimento como indivíduos. Penso que o estudo do passado só faz sentido quando para nos propor quebrar paradigmas ou compreender melhor nosso presente, tornando-nos  pessoas melhores…

Não há nenhuma pretensão científica neste blog. A única intenção é a de resgatar histórias, memórias, experiências e estimular esse exercício em cada um que por aqui passar…

Nossos antepassados assim já faziam.

No entanto, as gerações atuais estão perdendo, aos poucos, o costume de contar histórias. Nossas memórias e experiências estão se perdendo…

Vamos aproveitar o poder da tecnologia, de reunir pessoas, para não deixar que nossas histórias se percam….vamos exercitar nossa capacidade de comunicação e resgatar aqueles momentos, quando nos reuníamos simplesmente para contar ou ouvir as histórias dos outros. Vamos ser multiplicadores dessa idéia.

Podemos começar assim: “Quando eu tinha 8 anos…”

Quando eu tinha 8 anos...Carajás-PA (1985)

“Oh dias de minha infância,
Oh meu céu de primavera !
Que doce a vida não era
Nessa risonha manhã” (…)
Meus 8 anos, Casimiro de Abreu
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Responses

  1. É verdade que estamos perdendo não só o hábito de contar nossas histórias, mas também o de simplesmente lembrá-las. E digo que não só as da nossa infância como todas.
    Quando eu tinha oito anos? Ishi faz tempo, mas era bom demais. Brincava e brincava sem nenhuma preocupação. Naquela época o jeito era ser feliz.

    • Olá Gê,

      Pois é, meus 8 anos também já passaram faz tempo viu? mas, as coisas boas a gente não esquece. E a minha foi uma infância muito feliz. Eu tive a sorte de ter avós exímios contadores de “causos”. À noite, a gente se sentava ao redor deles na varanda de casa para ouvir histórias de sacis, curupiras, visagem….era delicioso. Meu avô também contava histórias da II Guerra. Ele tem um baú de madeira e ferro (que era usado em viagens longas) de quando ele veio de Portugal. Nesse baú ele guarda centenas de objetos que foi colecionando ao longo dos seus 94 anos. Quando éramos crianças, ele tirava um daqueles objetos do baú e nos contava a sua história. Era mágico. Eu acho que até hoje ele não nos mostrou tudo que há lá dentro.

      Eu e meus irmãos não tínhamos muitos brinquedos, mas tínhamos muita criatividade e muito espaço para brincar, correr, trepar em árvores. Não tinha como não ser feliz.

      Obrigada por compartilhar aqui um pouquinho das suas memórias. Espero que tenha sido uma boa experiência. Um grande abraço e volte sempre!

  2. Ei Amiga,
    Ai quando eu tinha 8 anos, nossa, por estes dias estava com uma amiga relembrando estes tempos bons,brincar, sorrir, pequenas aventuras sem noção de perigo,andar descalça, amigos de escola, me lembro da minha primeira pasta escolar,nossa é tanta coisa que vale a pena resgatar, sentar e sorrir, contar histórias,e como diz o texto ser um multiplicador de histórias, e haja histórias pra contar.

    Beijos

    • Oi amiga,

      Puxa! como é gostoso receber esse retorno. Dá pra ver o brilho no olho e o sorriso na alma ao ler as suas palavras. Esse é o poder da memória. Pode ter acontecido há muitos anos, mas nos lembramos até dos cheiros e gostos do passado, como se estivesse acontecendo exatamente agora, não é mesmo?

      Obrigada por compartilhar um pouquinho dessas recordações aqui no blog. Espero que tenha sido uma boa experiência para você. É um exercício que deve ser realizado sempre.
      Um grande beijo, com sabor de fruta colhida no pé.

  3. Infelizmente não poderei seguir a linha de raciocínio, linda Tônia, já que a senilidade já nem me permite mais ter certeza de que um dia fui criança…

    Sua afirmação é lastreada por plena veracidade. Perdemos sim a capacidade de arquivar espiritualmente eventos e momentos únicos em nossas vidas, pelo fato da automação humana ter se tornado o “prato do dia”.

    A tecnologia trouxe a falsa sensação de segurança que tudo estará guardado em gravações, imagens, áudios de extrema fidelidade e clareza, mas o indivíduo não se apercebeu que sensações, emoções, lembranças nunca poderão ser substituídas. E passamos adiante a doutrina de que isso tudo é aceitável e faz parte da evolução.

    Eis aí a ambiguidade: Prova que evoluir não é necessariamente crescer, quando com isso perdemos essência ou existência…

    Belo tema, doce Criança.

    Beijos em seu coração e muita luz!

    • Olá meu terno e sensível amigo,

      Sempre me presenteando com seus comentários repletos de reflexões e ponderações para lá de pertinentes.

      Essa falsa segurança, de que você me fala, acaba contribuindo mesmo para que as pessoas deixem certas tradições da oralidade de lado. Tenho um amigo que tem pastas e mais pastas repletas de arquivos digitalizados de livros que ele nunca leu e nunca vai ler. Ele se contenta em arquivá-los.

      E assim vamos fazendo com nossas recordações…confinando-as em arquivos e, às vezes, até, deletando-as mesmo, pela falta do hábito de nos lembrarmos delas ou de passá-las adiante.

      Mas, eu prefiro ver a internet, por exemplo (quando falamos em tecnologia), como uma ferramenta de compartilhamento e não de armazenamento de dados. Quando eu criei o blog eu pensava nisto. No poder que ela tem de interligar pessoas, cada uma repleta de essência e existência, como você bem colocou em seu comentário. Não fosse assim, de que outra forma eu poderia ler agora suas palavras tão cheias de sabedoria e ternura?

      Obrigada por enriquecer e complementar meus pensamentos como sempre tem feito. Apareça sempre, mas sempre mesmo meu amigo, que de senil não tem absolutamente nada. Isso é desculpa para não me contar sobre as estrepolias que você cometeu na “aurora' da sua vida…rs.

      Um grande abraço!

  4. Bom dia Amanda!
    Sou de São Paulo e passei sem querer por aqui.
    Após ler um pouquinho do seu blog, lembrei-me do sabor da laranja que minha avó sempre descascava para nós após o almoço….
    As histórias então….
    Lembrei que jogava bola na rua de casa….
    Lembrei da minha mãe estendo roupas enquanto fazia a mais deliciosa carne de panela que eu sentia o cheiro a quilometros…..
    No final de semana sempre fugíamos de SP p/ o interior (uma cidadezinha chamada Campo Largo) e lá eu era mais feliz ainda….pés descalços, tinha um cavalo (na verdade um pangaré) que dividiamos de 10 em 10 minutos….
    Como era bom….
    Hoje, tenho um filho de 07 anos….graças a Deus, muito saudável e com uma energia……rs
    Ele também consegue me deixar com 08 anos…..
    Boa sorte, que Deus te guie sempre…..

    • Olá querida,

      Que alegria ler seu comentário e saber que, de alguma forma, contribuí para que você realizasse esse exercício delicioso de recordar os bons momentos da infância. A gente acaba por lembrar de como as coisas simples podem nos fazer tão felizes.

      As crianças têm uma imaginação tão poderosa, que não necessitam de muita coisa para ser feliz. Muitos pais se esquecem de como se divertiam na simplicidade e parecem querer encher seus filhos com brinquedos e bens materiais. Esquecem-se de que tudo que as crianças precisam é de um ambiente saudável e repleto de amor. O resto, ela inventam.

      Um grande beijo e muito obrigada por compartilhar suas lindas memórias aqui no blog, viu? volte sempre.

      • Oi querida!!

        Muito boa a sua idéia de nos fazer recordar a infancia.
        As pessoas hoje em dia estão a procura da grande felicidade chamada “dinheiro”….
        Acabam se esquecendo do grande valor verdadeiro: O AMOR!!!
        Estão fazendo tudo pelo dinheiro, atropelam pessoas (sejam elas quem for) e não se lembram de que um dia foram crianças e de que apenas um abraço dos pais era o maior presente.
        Não canso de dizer ao meu filho (que é o meu maior presente divino) de “EU TE AMO”.
        Que bom seria se existissem mais pessoas como vc.
        Bjim.

  5. Quando eu tinha 8 naos…Meu Deus,são tantas lembranças qui penso se são reais ou criadas,rsrs.Brincar de esconde-esconde ou mãe da mula ou de corda e tantas outras brincadeiras que ja não lembro com a turma da rua até minha mãe vir me buscar com o sinto na mão (meia noite e ela rouca de tanto gritar para eu entrar em casa.rsrsr), pular o muro do colégio pra comer goiabas ´no terreno ao lado ,acender cordão cheiroso no fundo da sala de aula sem ninguém ver…tanta coisa boa…que infância incrível eu tive …..

    • Olá Thiago,

      Fiquei tão, tão, tão feliz em provocar tantas recordações felizes em você, pois é este exatamente o intuito do meu blog. Olha, minha mãe nunca foi me buscar com o cinto na mão…ela esperava a gente chegar em casa com o cinto na mão…kkkk. Meu irmão, que era um baita de um sacaninha sempre saía correndo na minha frete para chegar em casa antes de mim. Aí, minha mãe descontava em mim, que chegava por último…kkkk. Mas que época boa. Nossa!

      Muito, muito obrigada por compartilhar suas memórias de infância conosco.
      Volte sempre!
      Amanda Paz


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